Empresas não são máquinas. São organismos vivos, pois as pessoas que atuam nas empresas dão vida às organizações.
Embora seja uma questão um tanto óbvia, é importante que se diga que empresas vibram e pulsam, no mesmo ritmo da vibração e pulsação de suas pessoas. Os colaboradores atuam de acordo com a ética profissional no ambiente de trabalho, e são eles que devem ter a noção da importância de se criar e manter laços profissionais, pautados na congruência com os valores e a cultura da organização.
- Será que agimos assim?
- Será que estimulamos isso nas nossas relações de trabalho?
- Ou será que nossa preocupação profissional está limitada às metas serem batidas, aos prazos serem cumpridos ou ao networking que queremos fazer?
É fundamental que essa análise seja feita, pois somos nós os responsáveis por fazer as empresas evoluírem, não só crescerem. Seremos cobrados pelas empresas para agir, pulsar e vibrar positivamente para assim criarmos condições para que as empresas evoluam.
Nós somos os agentes responsáveis por isso
É comum nos encontrarmos em ambientes de trabalho cercados por colegas que imaginamos serem parecidos conosco, por atuarem em funções ou atividades semelhantes ou, simplesmente, por compartilharem conosco sua hora de almoço.
Mas, a verdade é que essas pessoas são muito diferentes de nós, não só pelos seus perfis mas, principalmente, pelo fato de todos terem conhecimentos e saberes diferentes. Uma equipe que trabalha no mesmo projeto, no mesmo ambiente físico e que seja composta por pessoas parecidas em termos de idade ou gênero, mas com diversidade de conhecimentos e experiências, será, então, uma equipe multidisciplinar. Segundo o pesquisador e pensador suíço Jean Piaget:
“A solução de um problema torna necessário obter informação de duas ou mais ciências ou setores do conhecimento sem que as disciplinas envolvidas no processo sejam elas mesmas modificadas ou enriquecidas.”
Essa frase resume bem a importância da multidisciplinaridade, pois ao envolvermos os conhecimentos e saberes de outras pessoas, estamos permitindo que um determinado problema seja analisado por pessoas diferentes, com pontos de vista diferentes.
Na maioria das vezes, essa capacidade de ver as coisas sob uma diferente perspectiva traz contribuições simples, mas que se tornam as peças que faltavam para completar o quebra-cabeças. Como é dito pelo poeta americano Henry Thoreau:
“Como pode um homem satisfazer-se com apenas ter uma opinião e deleitar-se com ela?”
Quando a contribuição acontece, tanto a pessoa que contribui, quanto a pessoa que recebe a ajuda saem fortalecidas sem, no entanto, perder ou abandonar o conhecimento previamente adquirido. Então, é muito importante salientar que a contribuição multidisciplinar não é uma discussão ou debate no intuito de validar o conhecimento ou a experiência de cada pessoa.
Não deve ser feito no sentido de modificar a opinião do outro ou querer que ele pense de acordo com o nosso sistema de valores. O segredo da multidisciplinaridade está na frase de Henry Ford:
“Se há algum segredo do sucesso, consiste na habilidade de aprender o ponto de vista do outro e ver as coisas tão bem pelo ângulo dele como pelo seu.
Essa atitude faz muita diferença!
Tem a ver com humildade, em reconhecer que o conhecimento de uma pessoa, somado ao seu, construirá um novo conhecimento, maior e mais forte para ambos. O segredo da multidisciplinaridade está em aproveitar essas diferenças para somar ao invés de segregar.

