• 6ª Temporada
  • Temas Relevantes para Carreiras Importantes

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153 – Aprender a Desaprender

A aprendizagem é uma das mais naturais atividades humanas. É uma parte essencial de nossa experiência e algo que fazemos durante toda a nossa vida. Só que o processo de aprendizado nem sempre diz respeito somente a agregar um novo conhecimento. Em boa parte das vezes, para que o aprendizado aconteça é preciso que a pessoa desapegue de crenças e conceitos limitados ou ultrapassados para que haja espaço para o novo aprendizado. Em outras palavras, muitas vezes o verbo aprender deve ser precedido por outro verbo: desaprender.

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Transcrição do episódio "153 – Aprender a Desaprender"

Olá, pessoal! Meu nome é Fabiano Goldacker. Sou Coach Executivo da Ponte ao Futuro.

APRENDER A DESAPRENDER

A aprendizagem é uma das mais naturais atividades humanas. É uma parte essencial de nossa experiência e algo que fazemos durante toda a nossa vida. Por conta da velocidade das inovações tecnológicas, das pesquisas e das descobertas científicas, novos conhecimentos vêm sendo gerados de forma cada vez mais rápida, fazendo com que a aprendizagem tenha que ser cada vez mais contínua. Este processo contínuo de aprendizagem permite que grandes descobertas surjam para resolver situações que sempre representaram problemas para a ciência, empresas e a Sociedade.

Esse processo de aprendizagem requer, no mínimo, dois pontos fundamentais: o conhecimento que está sendo transmitido e as pessoas que estão envolvidas no processo, ou seja, quem vai ensinar e quem vai aprender. E não há como negar que as pessoas representam o ponto fundamental desse processo porque a aprendizagem é essencial ao ser humano. Digo isso não por uma questão de sobrevivência ou crescimento no mercado de trabalho, mas principalmente por uma própria questão de evolução e crescimento pessoal. Tanto é que uma matéria da Revista Você RH mostrou que a interação entre as pessoas é fundamental para o aprendizado na organização. A matéria alerta que será preciso dar voz às pessoas e permitir maior autonomia na decisão e na solução dos problemas apresentados.

Segundo a revista, quanto maior o espaço para novas percepções e compartilhamento de ideias, maior será o engajamento de quem participa, colocando a empresa em outro patamar de contribuição, participação e performance de seus colaboradores. Se olharmos com a atenção, o que a matéria nos mostra é que a relação de ensino e aprendizagem permanece, mas está sendo completamente ressignificada para que o aprendizado surja da interação entre as pessoas, para em conjunto criem soluções para os problemas ou desenvolvam um caminho para a inovação.

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É bem verdade que aquilo que aprendemos irá nos auxiliar a sermos promovidos, liderar equipes, começarmos o próprio negócio, ganhar dinheiro, enfim, há uma série de benefícios diretos que conquistamos por meio do aprendizado. Mas há também um benefício pessoal, porque é graças ao aprendizado que a raça humana tem sobrevivido e evoluído por milhares de anos, independente das dificuldades que surgem no caminho. Quem acompanha o Coachitório Online já deve ter percebido que eu gosto de citar o cientista inglês Charles Darwin sempre que falo sobre evolução e adaptação. E não é para menos, pois Darwin deixou um legado maravilhoso em sua obra, que talvez possa ser simbolizada por uma simples frase:

“Não é o mais forte que sobrevive, mas sim aquele que aprende e se adapta às mudanças.”

Só que o processo de aprendizado nem sempre diz respeito somente a agregar um novo conhecimento. Em boa parte das vezes, para que o aprendizado aconteça é preciso que a pessoa desapegue de crenças e conceitos limitados ou ultrapassados para que haja espaço para o novo aprendizado. Em outras palavras, muitas vezes o verbo aprender deve ser precedido por outro verbo: desaprender.

E por incrível que pareça, desaprender é mais difícil do que aprender. Desaprender envolve humildade para reconhecer que aquelas crenças ou conceitos aos quais estamos apegados não nos servem mais. Significa que aquela velha expressão “sempre foi feito assim” não faz mais sentido se quisermos inovar ou nos mantermos competitivos. Desaprender significa abrir as gavetas e armários do nosso conhecimento e fazer uma verdadeira faxina para saber o que pode e deve ficar e, principalmente, o que pode e deve ir embora.

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Só que o conhecimento não é algo que simplesmente do qual a gente se livra, como uma roupa um sapato usado que decidimos doar. Não se apaga conhecimento da nossa memória da mesma forma como se deleta um arquivo do drive do computador. Por isso que desaprender e aprender são verbos que andam de mãos dadas, pois na medida que o novo conhecimento nos é apresentado, ele substitui aqueles velhos pensamentos, velhas crenças e aquele jeito de fazer as coisas que não fazem mais sentido. É um processo harmônico, ou pelo menos assim deveria ser.

No meio organizacional, esse processo tem a ver com a capacidade que as empresas têm de virar a chave rapidamente para identificar e suprir as necessidades de treinamento e desenvolvimento organizacional. Aliás, não sei se vocês já notaram, mas até não muito tempo atrás as atividades promovidas pelo RH eram chamadas de “treinamento”. Tudo era treinamento. Hoje em dia, há uma clara diferença entre treinamento e desenvolvimento de pessoas. Em linhas gerais, chamamos de treinamento tudo o que envolve ensinar uma determinada operação ou o jeito de fazer as coisas. Já o desenvolvimento está mais ligado aos trabalhos voltados às competências comportamentais das pessoas, que, por sua vez, são novamente a bola da vez para as empresas de RH. 

A matéria que eu comentei há pouco, da Revista Você RH, também nos alerta que as competências comportamentais – também chamadas de soft skills – nunca foram tão essenciais para as pessoas e para as empresas. No episódio anterior do Coachitório Online, quando falamos da empresa no divã, comentamos sobre a necessidade de cuidar da saúde mental dos colaboradores e das empresas. Nesse sentido, a matéria da Revista Você RH lembra que uma das formas mais eficientes de contribuir para o equilíbrio emocional dos colaboradores em 2022 será oferecer programas de treinamento e desenvolvimento para as lideranças. Temas como inteligência emocional, confiança, resiliência, feedback e comunicação tornam-se essenciais para a qualidade de vida no trabalho.

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Focar muito mais no desenvolvimento das competências comportamentais do que no treinamento operacional pode parecer uma mudança simples. Mas, para algumas empresas, essa mudança é mais difícil do que você imagina. Os motivos são diversos, mas eu diria que o principal está na incapacidade ou falta de vontade que a empresa tem de reconhece que ela também precisa desaprender para aprender. A empresa também precisa se reinventar, rever processos, descontinuar produtos, talvez até promover uma mudança de cultura. 

Para algumas empresas isso é difícil porque essa mudança passa, necessariamente, por uma mudança de pensamento dos seus gestores. E aí o buraco é mais embaixo. Ou melhor, mais em cima, pois sabemos que quando uma mudança organizacional é estimulada pela alta direção, é provável que tudo irá bem. Mas quando a gestão resiste ao processo de desaprender para aprender coisas novas, é sinal de problemas. Os problemas estarão na baixa capacidade de inovação da empresa, na redução da produtividade e da competitividade, entre outros. Tudo isso porque a empresa que insiste em não aprender coisas novas irá perder para a concorrência os colaboradores mais engajados, motivados e com vontade de fazer a diferença.

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Como eu citei lá no comecinho deste episódio, tudo começa e termina com as pessoas. O processo de desaprender para aprender não tem a ver somente com o conhecimento em si, mas principalmente com as pessoas que estão envolvidas e a fim de fazer com que novos conhecimentos e aprendizados sejam gerados e compartilhados na organização. Do contrário, as pessoas vão embora e levam consigo suas ideias e seu repertório de conhecimento, deixando as empresas na mão daqueles que talvez não estejam tão interessados assim em sair da sua zona de conforto para acolher ou promover as mudanças necessárias.

Mas as notícias são boas! Conceitos como ensino a distância e universidades corporativas são cada vez mais comuns e também vieram para ficar, tornando o aprendizado uma tarefa muito mais fácil do que um dia já foi. Para as empresas também está mais fácil, porque nunca foi tão grande o número de ferramentas, metodologias e conceitos para o promover o desenvolvimento do ser humano. Não há motivos para pessoas e empresas ficarem de fora. É somente uma questão de escolha e, como dizia Peter Drucker, teremos que lidar com as consequências futuras das decisões tomadas no presente.

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Fala, galera do Coachitório Online. 

É certo que eu sou suspeito para falar de ensino e aprendizagem. Há mais de 15 anos eu atuo como professor e atualmente, lecionando em cursos de MBA e especializações na área de Gestão de Pessoas, tenho visto o quanto as disciplinas ligadas ao desenvolvimento humano têm despertado o interesse dos alunos. Da mesma forma, tem sido cada vez maior a oferta de cursos nesta área, o que, por sua vez, desperta a necessidade de profissionais aptos e dispostos a compartilhar seus conhecimentos e experiências em sala de aula.

Isso me faz lembrar que o aprendizado tem dois propósitos, sem os quais não faz sentido aprender qualquer coisa. O primeiro deles é colocar em prática o que aprendemos. O outro – e talvez o mais importante – é nos colocarmos à disposição para ensinar o que aprendemos. Reter conhecimento não dá mais vantagem para ninguém.

Mas eu quero ouvir você. Deixe a sua mensagem em nossas redes sociais ou escreva para fabiano@ponteaofuturo.com.br Ficarei muito feliz com a sua mensagem.

Esse é o Coachitório Online. Obrigado a você que sempre acompanha os episódios do nosso podcast sobre pessoas, carreira e liderança. E por isso eu tenho um pedido: escolha um episódio para compartilhar com seus amigos nas suas redes sociais e lembre-se também de apertar o botão para seguir o nosso podcast, pois assim a gente aumenta o número de pessoas que acompanha o Coachitório Online. Para você que está chegando agora, seja bem-vindo. Temos vários episódios para você ouvir e curtir, feitos com muito carinho para você!

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Encontro você no próximo episódio! Um abraço!