Estamos sempre a fazer planos e temos vários sonhos e objetivos que desejamos realizar. Mas, eu confesso que levou um tempo para descobrir que palavras como “planos”, “sonhos”, “objetivos”, “metas” sempre dizem respeito ao futuro.

Você já reparou que essas palavras, tão comuns no nosso dia-a-dia, sempre estão relacionadas a algo que vai acontecer e nunca a coisas que estão acontecendo?

São palavras que remetem ao futuro e, se olharmos com atenção, descobriremos que boa parte dos nossos pensamentos e ações são voltados para coisas que pretendemos alcançar no futuro. Só que o futuro é aquele momento no tempo que nunca chega.

O futuro orienta muitas de nossas ações e representa um lugar no qual queremos estar, mas no qual chegaremos somente se nossas ações no presente forem congruentes com aquilo que desejamos alcançar.

E isso me faz pensar em outro ponto muito importante quando lidamos com essa relação entre presente e futuro: o momento presente, o dia de hoje, é o futuro que foi planejado há alguns anos. O dia de hoje é aquele futuro que foi idealizado há dois, cinco ou dez anos. E a pergunta que não quer calar é: o estado atual, os resultados que alcançamos hoje, são congruentes com aquilo que planejamos no passado?

A importância dessa análise é citada por Peter Drucker:

São necessárias ações para fazer o presente criar o futuro.

Isso quer dizer que nosso momento atual foi criado pelas ações que realizamos no passado. E que todas ações que realizamos agora estão criando o futuro. Todas, sem exceção!

Mesmo naquelas organizações em que nos dedicamos ao contínuo e exaustivo exercício de apagar incêndios. Pois, nessas organizações, a ausência de planejamento e ações que visam construir o estado desejado, fazem com que o futuro da empresa fique à mercê de qualquer coisa que aconteça no mercado. A empresa fica à deriva!

Então talvez sirva como estímulo o que dizia Alvin Toffler, em seu livro “O Choque do Futuro”:

O futuro é o ponto de partida.

Se orientarmos nosso planejamento e nossas ações em função do futuro que desejamos criar, acabamos fazendo com que o futuro seja o ponto de partida. Não se trata apenas de um jogo de palavras, mas sim de uma perspectiva diferente sob a qual nós olhamos para as nossas decisões e ações do presente.

Quando partimos do princípio de que o futuro é o ponto de partida, faz mais sentido adotar no momento presente um modo de pensar e agir que seja mais construtivo. E assim, estaremos prontos para o futuro, pois o futuro chegou!

Aliás, o futuro chega todos os dias!

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