Quando chega no final do ano, começamos a nos preparar para definir as metas organizacionais para o ano seguinte. E quando chegam os primeiros meses do ano, já estamos de cabelo em pé, assustados com tudo o que precisamos fazer para dar conta das metas que foram estabelecidas.

Metas e objetivos são fundamentais para as empresas. Quando são definidas de forma congruente com os propósitos organizacionais da empresa, quando estão alinhadas com os princípios que dão um norte para a empresa e quando são decorrentes de um plano estratégico bem feito, não há como dar errado. Nesse caso, as metas acabam servindo para tornar real aquilo que a gente entende por missão, visão e propósito.

Há também os casos em que as metas estão soltas; há casos em que as metas representam apenas números que mostram o quanto queremos crescer. É uma informação importante, mas que ser incompleta e vazia de sentido quando aponta a empresa para uma direção que ela não deseja ou pode tomar.

Mas quais são as metas mais importantes para uma organização? O israelense Elyahu Goldratt, em seu livro “A Meta”, defende que há apenas uma meta que faz sentido para as empresas: o lucro.

Em partes, ele está certo, pois é o lucro que mantém as empresas em funcionamento. No entanto, é importante entender que o lucro é uma consequência de diversas ações coordenadas que devem ser igualmente expressas por meio de metas e objetivos.

Devemos, então, construir metas realistas e estimulantes. Metas que derivem de um conjunto mais amplo de informações – o planejamento da empresa. Mas como são construídas metas realistas e estimulantes? Observe os seguintes pontos:

  • Determine metas positivas, dizendo o que você quer conquistar ao invés do que você quer se livrar. Por exemplo: declare que quer aumentar as vendas, lançar novos produtos, aumentar participação no mercado, contratar mais funcionários;
  • Construa as metas em conjunto com as pessoas que irão efetivamente empreender as ações para realizá-las. Dessa forma é mais provável que as metas serão alcançáveis e estimulantes;
  • Acompanhe os resultados e faça periodicamente (sugiro que seja mensalmente) uma avaliação dos resultados;
  • Ajuste as metas quando for preciso. Tanto para cima quanto para baixo, pois muitas vezes alguns fatores externos influenciam significativamente o sucesso das ações que estamos empreendendo;
  • Dê os recursos e as condições necessárias para que as metas sejam alcançadas.

Há outros princípios importantes que cada meta deve esclarecer. São eles:

  • Realismo: metas irreais desmotivam as pessoas. As metas devem ser reais e possíveis;
  • Origem: quem determina quais metas são importantes é o mercado e o Planejamento Estratégico. As metas não podem simplesmente cair do céu;
  • Responsabilidade: deve ficar claro quem são os responsáveis pelas ações que resultarão no alcance das metas;
  • Objetividade: deve ficar claro como as metas serão mensuradas. De preferência, que sejam expressas de forma numérica e com a variável que está sendo utilizada (ex.: %, R$, etc.);
  • Frequência: é preciso definir a base de tempo à qual a meta está atrelada. Geralmente é mensal;
  • Revisão: metas podem ser revistas, sobretudo quando fatores externos influenciam demasiadamente a realidade.

 

  • Princípio da Realidade: as metas devem ser tangíveis e factíveis. Metas irreais desmotivam os envolvidos;
  • Princípio da Autoridade: cabe à pessoa que está no papel de quem determina quais e quantas metas serão estabelecidas;
  • Princípio da Responsabilidade: cabe às pessoas que têm como missão trabalhar a fim de que as metas sejam alcançadas;
  • Princípio da Objetividade: a meta de ser passível de medição, preferencialmente numérica;
  • Princípio da Variável: além do número, é fundamental que fique clara a variável em que este número estará sendo medido;
  • Princípio da Temporalidade: trata-se de definir a base de tempo à qual a meta está atrelada. Geralmente é mensal;
  • Princípio da Revisão: revisões periódicas são importantes para que o mapa geral de indicadores de desempenho seja cada vez mais útil para a gestão.

Embora pareça complexo, atender esses pontos é relativamente simples. O mais importante é que quando esses princípios são observados, fatalmente iremos criar metas desafiadoras e realistas. E assim torna-se mais fácil alcançarmos os resultados que desejamos.

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