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157 – O futuro do trabalho

Como será o trabalho do futuro? Quais os efeitos que a pandemia causou sobre a forma como realizamos o nosso trabalho? Se pensarmos bem, vamos acabar descobrindo que o futuro do trabalho já é, na realidade, o presente. As mudanças que foram aceleradas pela pandemia e pela tecnologia nos fazem ter certeza de duas coisas: as mudanças vieram para ficar e muitas outras estão por vir. Então é importante refletir se estamos preparados ou nos preparando para sermos competitivos e produtivos nesse mercado de trabalho em constante transformação.

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Transcrição do episódio "157 – O futuro do trabalho"

Olá, pessoal! Meu nome é Fabiano Goldacker. Sou Coach Executivo da Ponte ao Futuro.

O FUTURO DO TRABALHO

E que tal falar dos efeitos da pandemia no mercado de trabalho? Felizmente, muitos já estão falando, planejando e até vivendo em um mundo pós-pandemia. O uso da máscara tem deixado de ser obrigatório e parece que esse decreto simboliza de forma oficial o fim da pandemia do Covid-19. Mas esse fim é só o começo do que está por vir no mercado de trabalho. E se alguém chegasse para você agora e dissesse que o trabalho que você faz, do jeito que você faz, tem os seus dias contados? Não estou falando somente do seu trabalho, da sua vaga ou profissão. Estou falando de você, de mim e da forma como milhões de pessoas trabalham mundo a fora. Faz sentido para você que o jeito que trabalhamos não faz mais tanto sentido?

Uma matéria da revista Forbes trouxe algumas apostas importantes que o Fórum Econômico Mundial fez sobre o futuro do trabalho. Jornadas flexíveis, a continuidade ou aumento do trabalho remoto ou em home office, qualificação profissional acentuada, inclusão e bem-estar são fatores que fazem parte do cenário do mercado de trabalho pós-pandemia. Segundo a matéria, a forma como realizamos o nosso trabalho também mudou rapidamente. Ao citar uma pesquisa da consultoria LiveCareer, a matéria revelou que 30% dos funcionários do mundo todo que trabalham em home office preferem perder o emprego do que voltar ao modelo de trabalho tradicional, presencial, com jornadas de cinco dias por semana.

Quem experimentou jornadas de trabalho flexíveis, em home office ou híbridas, pôde experimentar também um aumento na qualidade de vida por estar mais próximo da família e por não precisar perder tempo no trânsito. Logicamente, há os que trabalham mais e a maioria ainda prefere voltar ao modelo tradicional de trabalho. Mas um terço da força de trabalho prefere continuar trabalhando de casa ou ter a oportunidade de jornadas de trabalho flexíveis – ainda que isso signifique ganhar menos. 

É muita gente pensando dessa forma, o que faz com que as empresas tenham que se mexer para se adequarem a essa realidade sob a pena de perderem seus colaboradores para as empresas que estiverem dando essa flexibilidade para as pessoas. Mas se engana quem pensa que a batata está assando somente pelo lado das empresas. O relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado na matéria da revista Forbes apontou ainda que 50% dos profissionais do mundo todo terão que se atualizar e se qualificar se quiserem continuar no mercado de trabalho. Isso significa que é bem provável que eu e você precisaremos nos reinventar e é por isso que eu falei no comecinho do episódio que em pouco tempo a forma como trabalhamos talvez não faça mais sentido.

Outra matéria, desta vez da revista Exame, fala de algumas mudanças irreversíveis que já estão ocorrendo no mercado de trabalho. Algumas tratam do que já falamos neste episódio e outras falam sobre a questão da produtividade, que abordamos no episódio anterior do Coachitório Online. Mas a matéria da revista Exame abordou dois pontos para os quais eu ainda não tinha me dado conta. Um deles tem a ver com a redefinição do conceito de confiança nas relações de trabalho, pois era mais fácil ver quem estava trabalhando quando estavam todos fisicamente presentes no escritório. Bom, pelo menos havia a ilusão de que essa supervisão garantia que todos estivessem trabalhando.

Mas com o trabalho remoto essa supervisão foi por água abaixo e os gestores que não faziam gestão, mas sim vigilância da sua equipe, repentinamente se viram desesperados e despreparados para lidar com a ideia de que não estavam conseguindo ver a sua equipe trabalhar. Sou testemunha disso, pois para os gestores de algumas empresas em que eu trabalho com consultoria foi difícil virar a chave. Perderam muito tempo querendo descobrir os melhores mecanismos de vigilância para garantir que a sua equipe estava trabalhando. Energia gasta em vão. O futuro do trabalho vai exigir que os líderes façam gestão com base em comunicação, confiança e acordos sobre as entregas e expectativas que têm para com as suas equipes. Resultado, produtividade e desempenho continuarão sendo importantes, mas os gestores irão descobrir que não é por meio da vigilância que isso vai ocorrer.

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Também tem outro ponto interessante que a matéria da revista Exame abordou. A relação entre profissionais especialistas e generalistas vem ganhando contornos cada vez mais definidos e há uma tendência que os profissionais generalistas ganhem mais espaço no mercado de trabalho. Com equipes mais enxutas, com atividades mais complexas e diversificadas, as empresas estão procurando mais por profissionais que conhecem ou conseguem desempenhar atividades mais variadas, assim como têm valorizado muito competências ligadas à resiliência, adaptação, flexibilidade, agilidade, entre outras.

Devo dizer que também tenho presenciado essa mudança no mercado de trabalho, pois diante da necessidade de enxugar os quadros de pessoal, as empresas acabam optando por ficar com os profissionais que conseguem desempenhar um número maior de atividades e que conseguem se adaptar mais fácil e rapidamente a estas mudanças. Os profissionais especialistas continuarão sendo importantes, mas para serem competitivos no mercado de trabalho terão que ser bons especialistas. Bons mesmo, do tipo que fazem a diferença para a empresa. Ainda é uma escolha, ainda podemos optar por sermos generalistas ou especialistas. Mas se optar pela especialidade, certifique-se de que será um bom especialista.

A matéria da revista Forbes que eu citei anteriormente também fez uma pesquisa com alguns CEOs de empresas que atuam no Brasil, indagando quais são as suas percepções sobre o futuro do trabalho. Interessante notar que esses gestores são quase unânimes em afirmar que não se trata do futuro do trabalho, e sim do presente do trabalho. Afirmaram que as mudanças que eram projetadas para o futuro já estão acontecendo. Isso é natural, afinal de contas o futuro, eventualmente, vai se tornar presente. Mas o que tem chamado mais atenção é a velocidade com que tudo tem ocorrido.

Por falar em velocidade, essa é uma das principais características do futuro ou presente do mercado de trabalho. Os fluxos de negócio serão cada vez mais rápidos. Os lead-times extensos das cadeias produtivas industriais terão que ser substituídos por processos ágeis, até porque tempo é dinheiro e hoje em dia as empresas não têm mais tempo, dinheiro e paciência para lidar com cadeias de suprimentos longas e lentas.

Mercadorias que antes levavam semanas para chegarem ao seu destino agora levam apenas poucos dias. E não é só a tecnologia que tem permitido isso, mas sim a inteligência e a capacidade de mudança do ser humano. As empresas estão tomando decisões mais rapidamente, estão eliminando a burocracia e descentralizando operações que há muito ficavam centralizadas no topo da cadeia alimentar, quero dizer, da cadeia hierárquica.

Mas não é somente da velocidade do processo que estamos falando. Estamos falando também da nossa capacidade de pensar e agir mais rapidamente, trabalhando constantemente fora da nossa zona de conforto. Para alguns CEOs que participaram da pesquisa da revista Forbes, a mudança não é mais algo que vai acontecer. A mudança será a constante. A mudança será a nova rotina. Eu sei que parece meio esquisito e contraditório dizer isso, mas não dá para negar que teremos que nos acostumar a encontrar um dia de trabalho diferente a cada manhã.

Outro ponto que parece ser unânime entre os gestores entrevistados pela revista Forbes é a importância do clima organizacional. Aliás, eu devo dizer que fico aliviado em saber que finalmente os principais executivos do país estão usando a expressão “clima organizacional” de uma forma correta e que estejam dando a devida importância para isso.

Sempre desconfiei daquelas empresas cujas iniciativas para melhorar o clima organizacional se resumiam a colocar uma mesa de pebolim ou meia dúzia de puffs no meio do escritório. Não adianta ter máquina de café para as pessoas usarem à vontade se, bem no fundo, os gestores continuam a fazer olho grande sobre aqueles que tiram dez minutinhos no meio do expediente para ouvir uma música ou tomar aquele expresso que tanto gostam.

O buraco é mais embaixo. Para melhorar o clima organizacional da empresa é preciso, primeiro, perguntar para as pessoas o que elas realmente querem, o que elas valorizam e o que as chateiam. Uma boa pesquisa de clima organizacional se encarrega disso e eu já vi resultados fantásticos em prol do clima organizacional quando a empresa se propõe a fazer uma pesquisa e agir naquilo que os colaboradores sugeriram. Já vi ações simples trazerem resultados muito bons. Acima de tudo, já vi muito gestor tendo que mudar de atitude em função do que a pesquisa de clima apontou. Na realidade, eu diria que a melhor forma de garantir um bom clima organizacional ainda é por meio do bom e velho respeito, educação e atenção às pessoas.

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Fala, galera do Coachitório Online.

E você? Quais são as suas percepções sobre o futuro ou o presente do trabalho? Que mudanças você já tem observado na sua empresa, na sua profissão ou carreira? Como você está se preparando para elas? 

Eu quero ouvir você. Deixe a sua mensagem em nossas redes sociais ou escreva para fabiano@ponteaofuturo.com.br Ficarei muito feliz com a sua mensagem.

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Encontro você no próximo episódio! Um abraço!