• 6ª Temporada
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155 – O Mito da Produtividade

Fazer mais, com menos! Combater o desperdício, a ineficiência, a perda de tempo e o retrabalho. Essas são algumas premissas básicas da produtividade, palavra que a maioria das pessoas deve falar ou ouvir diariamente no meio organizacional, mas que é pouco compreendida pela gente. Sou extremamente a favor de ambientes produtivos, principalmente quando conseguimos distinguir as pessoas produtivas das pessoas ocupadas. Isso mesmo! Muito embora pessoas produtivas geralmente estejam ocupadas, o contrário não é verdadeiro porque pessoas ocupadas nem sempre são produtivas.

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Transcrição do episódio "155 – O Mito da Produtividade"

Olá, pessoal! Meu nome é Fabiano Goldacker. Sou Coach Executivo da Ponte ao Futuro.

O MITO DA PRODUTIVIDADE

Fazer mais, com menos! Aproveitar ao máximo os recursos que estão disponíveis para aumentar cada vez mais o resultado. Combater o desperdício, a ineficiência, a perda de tempo e o retrabalho. Essas são algumas premissas básicas da produtividade, palavra que a maioria das pessoas deve falar ou ouvir diariamente no meio organizacional, mas que é pouco compreendida pela gente. Pior que isso, além de não entendermos direito o que é produtividade, desconhecemos o efeito que a busca incessante pela produtividade acaba gerando nas pessoas e na própria empresa.

Mas eu preciso avisar de antemão que eu não sou contra a produtividade. Muito pelo contrário. Sou extremamente a favor de ambientes produtivos. É bem verdade que tem aqueles que acham que a produtividade é um conceito puramente capitalista e que acontece porque os empresários somente visam ao lucro acima de tudo, explorando de forma indiscriminada todos os recursos que estão a sua disposição, principalmente as pessoas. 

Apesar da figura do empresário explorador ser mais real do que imaginamos, é um grande engano pensar que a produtividade é inimiga do ser humano e que o ser humano é o único recurso responsável pela produtividade ou improdutividade de uma organização. Além da nossa força de trabalho, outros fatores que são de suma importância para a produtividade são as máquinas e equipamentos, a matéria-prima, a informação e, principalmente, o tempo. Ah, o tempo! Talvez seja esse o grande vilão da improdutividade das pessoas e das empresas.

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Já falamos bastante sobre o tempo aqui no Coachitório Online. Nessa temporada que acabou de começar já falamos sobre a importância da gestão do tempo e do tempo de qualidade lá no episódio #150. No episódio seguinte, #151, falamos que 2022 será o ano mais curto de todos por conta das eleições e da Copa do Mundo. E se retrocedermos no tempo, veremos que no episódio #20, lá da segunda temporada, falamos sobre as lições de Henry Ford sobre produtividade. Com o perdão do trocadilho infame, faz tempo que falamos sobre tempo aqui no Coachitório Online. Por que será?

Em primeiro lugar, gosto de falar sobre esse tema porque eu acredito que somos cada vez mais improdutivos. Deixa eu esclarecer: eu não acho que estamos trabalhando menos. Mas eu acho que cada vez mais estamos fazendo atividades que não fazem sentido ou que pouco agregam para as empresas, para as nossas carreiras e para a nossa evolução. Eu já vinha pensando sobre isso há algum tempo, mas recentemente eu li uma postagem de blog que fez com que eu tivesse certeza disso. O texto que eu li, cujo link vou deixar na descrição deste episódio, falava sobre os mitos da produtividade e eu devo dizer que cada linha do texto servia como uma luva para mim e para várias situações com as quais eu me deparo diariamente nas empresas. Vou tomar a liberdade de citar alguns desses mitos aqui.

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O primeiro deles tem a ver com um dos temas mais badalados do Coachitório Online: o planejamento. Vira e mexe, o planejamento vem à tona como sendo o cálice sagrado para a produtividade. E é mesmo, pois planejar o trabalho antes de executá-lo é crucial para aproveitarmos melhor os outros recursos que vamos utilizar para fazer o nosso trabalho. Eu costumo dizer que um minuto dedicado a um planejamento bem feito pode economizar sete minutos de trabalho mal feito. Não me recordo de onde eu tirei esse dado. Só lembro que li em algum lugar há muito tempo e para mim faz todo sentido pensar que, quando a cabeça não ajuda, o corpo (e a empresa) pagam.

Planejar diz respeito a organizar, ou melhor, ter em mãos os recursos que vamos precisar para fazer o trabalho. Diz respeito a fazer uma agenda e respeitar horários. Diz respeito a fugir das distrações e, inclusive, tem a ver com saber dizer não. E, por incrível que pareça, planejar é uma atividade simples e que gera efeitos imediatos para aquele que acreditar e planejar.

Outro mito sobre a produtividade diz respeito àquela ideia de que pessoas que estão ocupadas o tempo todo são mais produtivos. Aliás, devo dizer que esse é um dos meus mitos preferidos, pois nos orgulhamos em dizer que está tudo uma correria e que não sobra tempo para nada. É bem verdade que pessoas produtivas são ocupadas e trabalham bastante, mas pessoas improdutivas também são ocupadas e trabalham bastante. Então fica a pergunta: o que difere uma pessoa ocupada de uma pessoa produtiva? A resposta está nos resultados. Está no conceito de produtividade que falamos lá no comecinho do episódio.

Pessoas produtivas são aquelas que aproveitam os recursos disponíveis – principalmente o tempo – para entregarem resultados. São as que cumprem as metas, cumprem a agenda, trabalham não só em quantidade, mas principalmente em qualidade. As pessoas que são ocupadas, mas improdutivas, são aquelas que trabalham o dia todo e que, por falta de planejamento ou orientação, fazem um esforço dobrado para entregar o mesmo resultado daquele que é produtivo. Pessoas improdutivas têm foco em se manterem ocupadas, ao invés de focarem em se tornarem produtivas e entregarem resultados.

Inclusive, aproveito esse momento do podcast para fazer um alerta: os gestores das empresas estão ficando cada vez mais ligados na produtividade das suas equipes, pois a pandemia mostrou que há muitos lugares em que três pessoas estão fazendo muito bem feito o serviço que antes era feito por cinco pessoas. Não se trata de exploração, mas sim e planejar e organizar o serviço para que ele seja produtivo.

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Outro mito que cai como uma luva para mim tem a ver com a forma como aproveitamos as nossas horas de intervalo ou descanso. Ou melhor, na forma como não aproveitamos esse tempo livre. Esse é um ponto que fala diretamente comigo, porque eu ainda tenho que romper com o paradigma ou a crença limitante de que horas de intervalo são horas improdutivas. Exemplo disso é o momento em que escrevo essas linhas. É domingo à tarde. Estou sozinho em casa e já que está chovendo lá fora e não curto ficar vendo televisão ou navegando na internet, encontro no trabalho ou estudo uma forma de passar o tempo. 

Está certo que adoro escrever para o Coachitório Online, assim como gosto de estudar. Mas é preciso equilíbrio, o que hoje em dia chamamos de Work Life Balance, ou o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. É preciso descansar o corpo e a mente. É preciso ter uma folga. Acima de tudo, é preciso romper com aquela ideia que nós importamos do chamado mundo desenvolvido, que nos ensina que temos que trabalhar o tempo todo. A pandemia não ajudou a melhorar esse quadro, pois o trabalho em home office fez com que muita gente literalmente perdesse a noção do tempo e se envolvesse em jornadas de trabalho muito maiores do que estavam habituados.

Fazer o que, né? Já que estamos em casa, vamos trabalhar! E assim começamos a ver que a linha que separa a vida pessoal do trabalho vai ficando cada vez mais invisível, até que desapareça por completo, fazendo com que horas de vida pessoal sejam destinadas ao trabalho e vice-versa. Isso causa adoecimento, ansiedade, stress, enfim, tudo o que você pode imaginar.

O último mito que eu quero citar tem a ver com aquela ideia de que pessoas multitarefas são produtivas. O pior é que não são mesmo. Aquela história do assobiar e chupar cana ao mesmo tempo não torna ninguém mais produtivo e, adivinhem só, não representa uma habilidade desejada pelos gestores das empresas. Os gestores que trabalham com foco na produtividade pensam justamente o contrário: temos que saber começar e terminar as tarefas. Temos que saber quando podemos dar uma pausa em uma tarefa mais longa para se dedicar a algo mais breve, assim como temos que saber que não adianta começar várias coisas se não conseguimos terminar nenhuma delas.

Isso tem a ver com o tempo que levamos para aquecer os motores quando começamos uma determinada tarefa. Comigo, pelo menos, é assim. Eu preciso de um tempo para pegar o ritmo de um trabalho depois que eu o começo. E sei que se eu ficar pulando de galho em galho para começar outra atividade sem ter concluído o que estava fazendo, vou perder muito tempo porque vou perder muito ritmo de trabalho. Começar e terminar. Iniciativa e acabativa. Não são conceitos novos. Mas aplicá-los no dia-a-dia ainda parece novo para muitos de nós.

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Fala, galera do Coachitório Online. 

Ser produtivo é muito bom. Além de trazer uma sensação de realização, permite que a pessoa veja o resultado do seu trabalho e faz com que ganhe vantagem competitiva em sua carreira. Mas nem tudo são flores. Há o lado sombrio da produtividade, que é a chamada produtividade tóxica. Matéria da revista Você RH alerta que pessoas e organizações estão olhando para a produtividade de uma forma equivocada, estimulando a ideia de que trabalhar demais ou estar sempre ocupado é um sinal positivo para a carreira. Em outras palavras, a produtividade tóxica acontece justamente quando deixamos os mitos sobre produtividade que falamos neste episódio tomarem conta do nosso trabalho. Que estejamos alertas! Questione a si próprio se o seu trabalho está sendo produtivo ou apenas trabalhoso.

Eu quero ouvir você. Deixe a sua mensagem em nossas redes sociais ou escreva para fabiano@ponteaofuturo.com.br Ficarei muito feliz com a sua mensagem.

Esse é o Coachitório Online. Obrigado a você que sempre acompanha os episódios do nosso podcast sobre pessoas, carreira e liderança. E por isso eu tenho um pedido: escolha um episódio para compartilhar com seus amigos nas suas redes sociais e lembre-se também de apertar o botão para seguir o nosso podcast, pois assim a gente aumenta o número de pessoas que acompanha o Coachitório Online. Para você que está chegando agora, seja bem-vindo. Temos vários episódios para você ouvir e curtir, feitos com muito carinho para você!

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Encontro você no próximo episódio! Um abraço!