• 5ª Temporada
  • A Temporada que Vai Virar Livro!

  • Em 2016, eu lancei o meu primeiro livro, os 50 textos, que, como o próprio nome diz, é uma coletânea de textos sobre desenvolvimento humano, liderança e gestão. As pessoas começaram a me perguntar quando eu iria lançar a nova versão dos 50 textos. Pois bem, nada como unir o útil ao agradável, não é mesmo? Em outras palavras, os episódios da 5ª. temporada servirão como base para os 50 textos do meu próximo livro sobre desenvolvimento humano, liderança e gestão.

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107 – É Preciso usar Melhor o que já Existe

Eu tenho a sensação de que usamos muito mal todas as tecnologias e inovações que chegam às nossas mãos. Mas, não é só a tecnologia da modernidade que precisamos usar melhor, precisamos usar melhor a tecnologia e o conhecimento que fazem parte de nós! É um processo de evolução, pois a consciência de si mesmo e das coisas que estão ao nosso redor nos dão mais segurança para que possamos usar o nosso livre-arbítrio de forma mais segura. É um processo de autoconhecimento!

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Transcrição do episódio "107 – É Preciso usar Melhor o que já Existe"

Olá, pessoal! Meu nome é Fabiano Goldacker. Sou Coach Executivo da Ponte ao Futuro.

 

 

É PRECISO USAR MELHOR O QUE JÁ EXISTE

 

Eu tenho a sensação de que usamos muito mal todas as tecnologias e inovações que chegam às nossas mãos. É como se diariamente nosso quarto fosse inundado com novos brinquedos e nós, enquanto crianças, não damos conta de descobrir e brincar com tudo que está à nossa disposição.

 

Já é sabido que o conhecimento gerado nas últimas décadas supera o conhecimento gerado em toda a história precedente da humanidade. Tanta tecnologia à disposição e tanto acesso a tudo quanto é tipo de informação acabam provocando um sentimento de urgência, que nos leva a pensar sobre o que posso fazer com tudo isso e, consequentemente, questionar a utilidade de muita coisa que tem sido inventada. 

 

O fato é que a gente dá crédito à tecnologia como se ela fosse o fator que mais contribui para o nosso bem-estar e para a evolução humana. Essa crença está parcialmente certa, porque a tecnologia, por si só, não é a força motriz da História. Também acreditamos que a informação é o que nos dá poder e que nos torna mais competitivos na vida profissional. Também estamos enganados quanto a isso, porque a verdadeira vantagem competitiva está no conhecimento. Conhecimento é informação com significado, capaz de criar movimento, modificar fatos, encontrar caminhos, construir utilidade, fabricar beleza. Conhecimento é a grande vantagem competitiva da nossa era. Aliás, no episódio #99 nós falamos bastante sobre o quanto o conhecimento é poderoso.

 

 

Precisamos utilizar melhor o que já existe. Além disso, precisamos questionar a utilidade de todos aqueles softwares e aplicativos que baixamos diariamente, que têm tantas funcionalidades, mas que acabamos usando de forma precária. Precisamos questionar a necessidade de todas aquelas ferramentas e aparelhos que compramos e exploramos menos da metade dos seus recursos. Mais ainda, precisamos nos questionar a necessidade de adquirir aquela nova versão ou novo modelo que trazem consigo uma urgência de estarmos atualizados. Só que não conseguimos.

 

A Medicina já estabeleceu alguns termos para as pessoas que estão sempre atentas e que “precisam” estar atualizadas tecnologicamente. Existe a nomofobia, que é o termo utilizado para as pessoas que não desgrudam do seu celular. Há também os dependentes de telas ou vícios sem substâncias, que é o que acontece com as pessoas que fazem tudo online e que, por isso, precisam estar sempre diante da tela de um aparelho. A impressão que eu tenho é que essa necessidade constante de estarmos digitalmente ligados e atualizados é uma espécie de digitalização que atua contra a humanização.

 

Claro que o meu propósito não é o de iniciar um movimento contra a evolução tecnológica, até porque essa evolução é inerente ao Homem. Mas penso que que deveríamos prestar mais atenção e usar melhor o que já temos antes de ficarmos ansiosos por ter algo novo e mais evoluído e ficarmos ainda mais ansiosos por não conseguirmos aproveitar adequadamente o que é novo.

 

 

Eu sempre acreditei que a verdadeira evolução está no conhecimento, tanto o conhecimento das coisas como o conhecimento de si mesmo, porque se a tecnologia deve ser encarada como uma grande máquina que impulsiona o mundo, então o conhecimento deve ser encarado como seu combustível. E a tecnologia acaba por si só procurando gerar mais tecnologia, que é o que acontece quando observamos os processos de inovação.

 

Assim, esse ciclo adquire uma vida própria que leva as pessoas a entrarem numa espiral crescente de novas informações, tecnologias, teorias e conceitos que urgem contra nós para que a gente acompanhe e esteja a par de tudo. Desta forma, ficar à margem das novidades e não inovar continuamente pode comprometer nossa carreira e nossos negócios.

 

Só que nos esquecemos que possuímos cada vez mais a tecnologia da consciência, que deve ser usada para que cada pessoa possa melhorar suas decisões e ações. Eu gosto muito de acreditar que as decisões e ações que ocorrem de forma consciente tendem a ser mais acertadas. A consciência de si mesmo e das coisas que estão ao nosso redor nos dão mais segurança para que possamos usar o nosso livre-arbítrio de forma mais segura. O mais interessante é que este não é um processo tecnológico, mas sim um processo de autoconhecimento. Aliás, talvez poderia ser dito que a parte mais tecnológica deste processo é o próprio ser humano, que é a máquina que verdadeiramente muda o mundo.

 

 

Esta forma de pensar está atrelada ao que eu percebo atualmente no que diz respeito à nossa relação com a tecnologia. Precisamos discutir essa relação, pois há uma desvalorização do homem em relação à tecnologia, que faz parecer que estamos deixando de lado todo o legado produzido pelos filósofos há centenas de anos. Há cerca de 2500 anos o filósofo grego Protágoras nos ensinava que “o ser humano é a medida de todas as coisas”. O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci e o Iluminismo são exemplos do quanto a humanidade tem trabalhado para se colocar como protagonista da sua própria vida.

 

Eu não acredito que estamos correndo o risco de perder toda essa evolução da consciência e de autoconhecimento conquistadas ao longo dos últimos séculos. Não dá para negar que a tecnologia facilita as coisas e melhora a vida, mas em muitos casos pode nos colocar em uma zona de conforto muito grande no que diz respeito à vontade de pensar, de sermos mais reflexivos e críticos. No mundo atual já possível perceber que estamos deixando de pensar profundamente. Na internet, há uma mudança no padrão de leitura, feita de forma superficial e rápida. Isso afeta a capacidade de investigação sobre os temas e informações. As pessoas também ficam mais agitadas, menos concentradas e perdem a oportunidade de construir relacionamentos de proximidade com os outros. A interação face a face e o olhar nos olhos parecem incomodar cada vez mais as pessoas. O ócio criativo promovido por Domenico de Mais e a produtividade diária também estão ameaçados.

 

 

É um problema, sem dúvida. Mas eu acredito que esse problema apenas se tornará uma ameaça se nós não discutirmos a nossa relação com a tecnologia e começarmos a usar melhor o que já existe para que a humanidade cresça e evolua de verdade. Talvez até faça sentido dizer que toda essa jornada em direção às mais modernas tecnologias seja, na realidade, o começo de uma jornada diferente, que nos levará a conhecer a nossa tecnologia interior.

 

Falar em uma jornada que nos leva em direção a uma tecnologia interior pode parecer estranho para a maioria das pessoas. Mas o fato é que a tecnologia interior é, em minha opinião, a mais importante de todas porque é a partir dela que o ser humano consegue ter ideias, projetá-las e colocá-las em prática. Napoleon Hill já dizia que a riqueza começa sob forma de pensamento. Dizia também que tudo o que a mente humana pode conceber, pode conquistar. Não são apenas frases de cunho motivacional ou filosóficas. São a mais pura verdade. Mas, para que essa verdade faça sentido, é preciso usar melhor a tecnologia interior que já habita em nós.

 

 

Fala galera do Coachitório Online!

 

Penso que é importante usar melhor o que já existe porque quando vivemos continuamente na busca de fazer mais e melhor corremos o risco de não aproveitar tudo aquilo que já criamos e adquirimos. É como se estivéssemos vivendo em um final de semana, ansiosos para que chegue o próximo. Viver o momento presente é outro benefício que conquistamos quando usamos melhor o que já existe, porque curtir o que está à nossa disposição é um dos maiores sinais de que estamos aproveitando a vida, no momento presente. Aproveite melhor o que está seu nosso redor. Inclusive – e principalmente – as pessoas e os relacionamentos que você construiu e mantém ao longo da sua vida.

 

Por falar nisso, eu tenho uma pergunta para você: o que você entende por tecnologia interior? Qual é a sua principal tecnologia interior? Pense a respeito desta questão e, se fizer sentido para você, compartilhe a sua resposta com a gente. Deixe a sua mensagem, sugestões e opiniões nas nossas redes sociais. Se preferir, pode escrever para fabiano@ponteaofuturo.com.br  

 

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Esse é o Coachitório Online. Obrigado a você que sempre acompanha os episódios semanais do nosso podcast sobre pessoas, carreira e liderança. Para você que está chegando agora, seja bem-vindo. Eu te convido conhecer todas as temporadas do nosso podcast e também quero te convidar a conhecer a Jornada! É um processo que nós desenvolvemos para promover o seu crescimento pessoal e profissional por meio da metodologia e das ferramentas do Coaching. Tudo isso online! E o melhor de tudo: todo esse processo será conduzido pelo melhor Coach que você já conheceu: você! Conheça a Jornada e seja Coach de si mesmo! Clique no link deste post para conhecer mais.

 

Encontro você no próximo episódio! Um abraço!