Uma pesquisa, feita pela universidade americana Strayer University e publicada no ano passado pela revista americana Forbes, trouxe alguns dados interessantes sobre sucesso, ou melhor, sobre pessoas bem sucedidas.

A pesquisa acabou mostrando que, muito embora as pessoas pensem e respondem o contrário, no fundo, elas medem seu sucesso pela conquista de bens materiais.

A pesquisa mostrou que 90% dos norte-americanos afirmam que a felicidade é o maior indicador de sucesso, bem acima de fatores como poder, bens ou prestígio.

Além disso, 67% dos entrevistados definiram sucesso como “bom relacionamento com amigos e família”; e 60% afirmam que amam seu emprego. Apenas 20% confessou que o dinheiro é o principal fator que determina o sucesso.

No entanto, a própria pesquisa mostrou que muitas pessoas confessam se sentir intimidadas por pessoas que têm belas casas, carros importados, relacionamentos influentes e férias inesquecíveis.

Essa manifestação da capacidade que o dinheiro tem de adquirir as coisas faz com que as pessoas que eventualmente não se encaixem neste perfil sintam-se fracassadas, mesmo que elas tenham boa saúde, boa família, amigos, bons relacionamentos e bons empregos.

Bens materiais são evidências tangíveis da capacidade que uma pessoa tem de comprar coisas. Isso é fato. Também é sinônimo de sucesso. Mas o mais surpreendente é que pessoas que têm e usufruem dos carros importados, das viagens e das belas casas também se sentem diminuídas porque no meio em que convivem acabam encontrando pessoas que têm mais do que elas. Isso lhes traz uma sensação de fracasso.

No entanto, a pesquisa afirma também que o problema não está relacionado com as coisas que você não tem, mas com a crença de que as coisas que você não tem são um indicativo de sucesso e, assim, você não é bem-sucedido porque você não as tem.

Recentemente, eu proferi uma palestra cujo tema central era o sucesso e a pergunta que fiz era justamente essa: qual é o principal indicativo de sucesso? Cerca de metade das pessoas respondeu que o sucesso tem a ver com o dinheiro ou coisas materiais. Ou seja, empiricamente falando, os brasileiros consideram o dinheiro um fator de sucesso maior do que os americanos.

Eu entendo os motivos que levam os brasileiros a dar tal resposta. A gente vive constantemente sofrendo os efeitos da crise, que bate à porta de muita gente. Muitos brasileiros perderam o emprego e ainda estão desempregados (são 13,1 milhões de brasileiros, segundo o IBGE) . Mas, eu penso também que esse é justamente o motivo que deve fazer com que a gente valorize o que tem. Foi isso que eu comentei na palestra que mencionei.

Pelo fato da palestra estar sendo realizada numa empresa, para todos os 600 funcionários, temos que comemorar alguns fatores que fazem com que sejamos bem-sucedidos: temos trabalho; temos saúde; temos família, amigos e relacionamentos profissionais. Temos uma carreira e muitos têm diplomas ou estão em busca dele.

É claro que um ou outro pode eventualmente melhorar em um destes quesitos, mas o fato é que as pessoas que respondem positivamente para estes fatores podem afirmar, sem sombra de dúvidas, que são pessoas bem-sucedidas.

Foi isso que a pesquisa divulgada pela revista Forbes concluiu, pois a busca constante pelo fazer mais e ganhar mais acaba criando um círculo vicioso do qual é difícil sair.

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