A gente acha que as Fake News ocorrem somente na Internet. A gente acha que elas ocorrem somente com as outras pessoas – geralmente famosas – que têm muito a perder com a disseminação de notícias falsas a respeito delas. As Fake News são muito convincentes e têm um poder de convencimento muito grande.

Mas, a gente também acha que as Fake News surgiram agora, que elas são uma novidade da era digital. Ledo engano, pois o fato é que anteriormente não se falava sobre esse assunto e a mídia dava pouca ou nenhuma importância para o assunto. Mas, quando a mídia passou a também ser vítima das mentiras que circulam por aí, o assunto veio à tona e agora faz parte das nossas conversas diárias.

Isso quer dizer que as Fake News sempre existiram. Antes de ter esse nome “moderno” e muito antes da Internet, as Fake News já faziam parte da nossa vida. Ou seja, as Fake News são uma versão ampliada de uma coisa que faz parte do dia a dia das pessoas há muito tempo: as fofocas de corredor. A fofoca organizacional.

Claro que o alcance das fofocas organizacionais é muito mais limitado em comparação com as Fake News da internet, mas o que importa é que essas fofocas têm o poder de destruir o mundo ao nosso redor. Essa boataria tem o poder de difamar e gerar problemas que podem transformar a nossa vida profissional num caos.

Mas como é que as Fake News organizacionais surgem? Eu penso que a maioria delas começa por conta de um conflito, uma discussão ou desentendimento que não foi resolvido de forma madura pelas pessoas envolvidas e que, para promover um sentimento de vingança, acaba motivando alguém a criar uma fofoca ou mentira a respeito da pessoa com quem se desentendeu.

E por que as Fake News organizacionais ganham proporções gigantes nas empresas? Porque essas fofocas de corredor – assim com as Fake News da Internet – comprovam que muita gente gosta de “ver o circo pegar fogo” ou até sentem prazer na difamação alheia.

Muitos também gostam das Fake News organizacionais porque há pessoas que adoram notícias ruins e adoram saber sobre coisas negativas a respeito de outras pessoas – ainda que essas coisas sejam mentirosas.

É claro que eu advogo contra as Fake News e as fofocas organizacionais, até porque eu parto do princípio que tudo aquilo que vai, volta. Ou seja, a pessoa que cria ou dissemina todo tipo de notícia mentirosa a fim de ferir alguém deve se preparar porque logo será ela a vítima do seu próprio veneno.

Então, fica a dica: não crie e espalhe fofocas e boatos! A forma como a gente se comporta diante das Fake News organizacionais diz muito a nosso respeito!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.