A vida é composta de vários desafios! Trabalhar e manter-se atualizado e competitivo no mercado de trabalho, ser um bom pai ou uma boa mãe, dar bons exemplos e educar bem os filhos, ser um colega de trabalho agradável e zeloso, etc. A vida, ou melhor, as pessoas acabam impondo a si próprias e nas outras a necessidade de mandarmos muito bem em todos os aspectos da nossa vida. Quase como um super-herói.

 

Acontece que não conseguimos ser assim. Talvez a gente nem deva ser essa pessoa que beira a perfeição em tudo o que faz, mas o fato é que muitas vezes deixamos de ser tão completos assim porque focamos demais num determinado ponto da nossa vida. E, na maior parte das vezes, esse fator da nossa vida que mais absorve nossa dedicação é o trabalho. O trabalho acaba servindo como agente causador (ou desculpa…) para a nossa falta de tempo para darmos conta das outras coisas que são igualmente importantes para a nossa vida. Alegamos que temos que trabalhar muito por conta do dinheiro que precisamos ganhar para manter nosso padrão de vida que, por vários motivos, tende a crescer e a ficar mais caro, retroalimentando esse ciclo que nos levará a trabalhar ainda mais.

 

Não é raro encontrar pessoas que se encaixam nesse perfil e, para piorar, que estão com uma situação financeira delicada. O fruto de seus esforços não é suficiente para trazer estabilidade financeira para a pessoa e sua família e assim, por incrível que pareça, muitas pessoas acabam ficando numa grande zona de conforto porque o inconsciente assimilou que não adianta trabalhar arduamente, afinal, por mais que a pessoa trabalhe e ganhe, sempre irá faltar no final do mês.

 

Quando isso acontece, costumamos falar que nessas pessoas está instalada a cultura do prejuízo.

 

Então é preciso virar a chave. É preciso criar um fato novo que interrompa essa espiral negativa e inicie uma nova forma de pensar, que resulte numa mudança do perfil comportamental ligado ao dinheiro. Essa mudança de perfil financeiro envolve novos pensamentos com relação a velhas atitudes e essa quebra de paradigmas pode ser uma grande dificuldade para muitas pessoas.

 

Esse fato novo é o Coaching Financeiro. Mas num primeiro momento, quando se fala em Coaching Financeiro, as pessoas pensam que se trata somente de uma forma de fazer corte de despesas, uma forma de “acabar com a farra”. Essa forma equivocada de ver o Coaching Financeiro faz com que muita gente prefira continuar na cultura do prejuízo ao invés de desenvolver as competências para adotar a cultura do lucro.

 

Mas por que essa forma de ver o Coaching Financeiro é equivocada? Por um motivo bem simples: o Coaching tem a ver com a mudança de comportamentos e atitudes, com a finalidade de desenvolver as competências necessárias para que alguns objetivos sejam alcançados. O Coaching Financeiro tem a mesma premissa, focando muito fortemente na questão dos objetivos a serem alcançados. A pessoa que faz o Coaching Financeiro, além de desenvolver as competências necessárias para ser um eficiente gestor do seu plano financeiro pessoal, irá trabalhar em função de um objetivo e das ações para a sua realização. É o que contempla os três grandes passos para a mudança do perfil financeiro:

 

  • Objetivo: quais são os meus sonhos de consumo ou coisas que desejo realizar para as quais é fundamental que eu tenha dinheiro?
  • Investimento: o que e quanto é necessário para viabilizar a realização desses sonhos ou alcançar os objetivos que eu determinei?
  • Tempo: em quanto tempo eu desejo ou preciso realizar esse sonho ou alcançar esse objetivo?

 

Embora pareçam simples, esses três pontos funcionam como verdadeiras molas propulsoras da persistência e da força de vontade da pessoa para mudar o seu perfil financeiro e criar a cultura do lucro, pois nada mais motivador do que a possibilidade de realizar um sonho.

 

A cultura do lucro consiste num aspecto muito simples: adotar comportamentos e atitudes que permitam que seu resultado financeiro do mês seja positivo para que, com esse lucro, possa iniciar sua caminhada em direção ao seu sonhos. Quando esse exercício se repete mês após mês, tem-se a certeza de que novos comportamentos e atitudes foram incorporados. A cultura do lucro está instalada.

 

Aliás, vale dizer que o que diferencia o Coaching Financeiro dos demais trabalhos que visam somente ao planejamento financeiro pessoal é justamente a questão de identificar os sonhos, determinar o que é necessário para realizá-los e definir em quanto tempo ele deverá ser realizado. Essas diferenças é que motivarão a pessoa.

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