No último texto deste blog, nós vimos que muitas pessoas utilizam o termo “crença limitante” de uma forma um tanto pejorativa. Pois, entendem que esse tipo de crença é negativa porque acaba prendendo o ser humano a algumas correntes, que o impedem de pensar ou agir de forma diferente.

São aquelas crenças autoimpostas, ou semeadas em nós por outras pessoas ao longo da vida. É quando nos dizem: “Você não vai conseguir!”, “Isso não vai dar certo!”, “Isso não é para nós!”, “É muito difícil!”, e por ai vai.

Essas crenças não são limitantes. São crenças paralisantes!

Essas crenças são piores do que as crenças que existem para nos impor limites ou para a nossa proteção. As crenças paralisantes – como o próprio nome diz – nos prendem ao estado atual e não nos deixam seguir em frente.

Acreditamos tão fortemente nelas, que acabamos nos resignando e aceitando o estado atual da nossa vida. Mesmo quando não gostamos do momento atual e desejamos promover mudanças e melhorar.

As crenças paralisantes são virulentas! Elas podem se espalhar facilmente para as pessoas que estão ao nosso redor. E assim, contaminar toda uma família ou equipe com uma forma de pensar que impede o progresso e a melhoria.

Basta uma pessoa começar com afirmações ligadas às crenças paralisantes, que rapidamente essas afirmações se alastram e contaminam quem está por perto – principalmente aqueles que estão com a “imunidade baixa” para este tipo de pensamento.

Rapidamente, as pessoas mais suscetíveis a este tipo de pensamento irão tomar as crenças paralisantes por verdadeiras. E moldarão a sua forma de pensar e agir, de acordo com aquilo que lhes foi imposto.

Mas, se as crenças paralisantes são como uma espécie de vírus, é certo que se tenha uma origem e, é provável, que se tenha um remédio para impedir a sua circulação.

É justamente essa a dinâmica que devemos utilizar para impedir que as crenças paralisantes se alastrem!

Em primeiro lugar, temos que identificar a sua origem e, infelizmente, a origem sempre está em alguma pessoa que gosta de disseminar esse tipo de “verdade”.

Não é muito difícil localizar a fonte. Basta estarmos atentos, pois uma forma de descobrir a origem está na verbalização feita por essas pessoas. As afirmações que estão no primeiro parágrafo deste texto são um indício de que há crenças paralisantes sendo disseminadas.

O tratamento pode ser um pouco mais complexo. De forma individual, podemos nos blindar dos efeitos das crenças paralisantes mantendo um distanciamento desta fonte. Mas isso não irá resolver o problema.

É preciso que as pessoas que estão dominadas por crenças paralisantes sejam apresentadas a uma nova forma de pensar e agir. Isso pode ocorrer por meio de treinamentos, estudos e no convívio com pessoas que pensam e agem de forma diferente.

O que não podemos é simplesmente “isolar o X”, acreditando a melhor forma de resolver as crenças paralisantes é ignorar ou deixar de lado as fontes destas crenças. A gente já tem praticado o isolamento com o COVID-19 e sabe que essa medida não é eficaz, pois não mata o vírus.

Por isso, é importante estarmos atentos e localizar a fonte das crenças paralisantes, porque ali residem ameaças importantes para a evolução de pessoas, equipes e de toda uma organização!

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