É por meio da empatia que uma pessoa pode ser levada a se colocar no lugar do outro – do líder, do colega de equipe ou mesmo da organização – pois ela entenderá mais facilmente os desafios que cada uma passa e, consequentemente, a importância de sua dedicação ao propósito para o bem de todos.
Essa atitude fará muita diferença, pois agir motivado por um propósito é bem diferente de agir sem saber qual é o sentido do que estamos fazendo. Quando agimos motivados por um propósito a produtividade e os resultados obtidos serão bem melhores e, quando o resultado for alcançado, a equipe saberá que teve sucesso na conquista, que deverá ser comemorada.
Nas empresas, esse propósito está simbolizado pelo conjunto:
- Missão;
- Visão;
- Valores.
Em minha opinião, a parte mais forte dessa tríade está nos valores, que são as características das quais a empresa não abre mão e são os alicerces sobre os quais toda e qualquer organização foi fundada.
Mesmo que as organizações não tenham os seus valores escritos de forma explícita, eles existem e permeiam as ações e também influenciam a forma como nos comunicamos e o desenvolvimento das pessoas que trabalham na empresa.
Já os valores estão presentes na organização desde o seu nascimento. Estão presentes desde o início da empresa, porque são reflexos de seus fundadores.
Quase que simultaneamente aos valores surge a missão da empresa, a razão de sua existência para o mercado. A missão geralmente é o principal fator que leva alguém a empreender um novo negócio. E a missão sucede aos valores porque a razão de ser da empresa deve estar fortemente calcada nos valores pessoais e organizacionais.
A visão da empresa, por sua vez, é um ponto posterior aos valores e à missão porque o futuro da empresa será mais claro e sustentável a partir do momento em que sua declaração de visão estiver seguramente amparada pelos valores e pela missão.
Pode ser que a visão não contemple totalmente o que a empresa quer para o seu futuro; e/ou talvez não expresse com exatidão o lugar no qual a empresa pode chegar. Mas, fatalmente essa visão estará muito próxima de ser uma realidade tangível para a empresa naquele momento.
O que eu tenho percebido na prática, é que as empresas estão mais empenhadas em definir seus objetivos futuros (visão) e a forma como eles vão ocorrer (missão), para somente depois se preocupar em analisar se os valores e a razão de ser da empresa são congruentes com o futuro que a organização deseja para si.
E quando não há congruência, todas as ações necessárias para a consecução dos objetivos serão executadas com dificuldade ou não serão sustentáveis, por mais bela que seja a visão de futuro.
A evolução está atrelada ao processo, à vivência, à caminhada necessária para chegarmos aos resultados. A evolução é a jornada e essa jornada precisa ser feita em terreno seguro – os valores da empresa.

