Agosto é o mês dos pais. Embora, para muitos, seja apenas uma data comercial ou um dia em que determinadas formalidades familiares precisam ser cumpridas; a data serve, principalmente, para reconhecermos a importância da figura paterna e de todos exemplos, lições e aprendizados que recebemos deles.

Mas, acontece que o mundo está bem diferente do que costumava ser. Ou melhor, vou reformular o pensamento: o mundo é o mesmo, mas as relações mudaram significativamente. Principalmente, as relações familiares e as sociais.

Isso fez com que, ao longo do tempo, vários papéis fossem ressignificados, e um dos que mais mudou, foi o da paternidade. Infelizmente, é comum perceber um distanciamento do pai para com o filho. Há filhos que não conhecem seus pais, há famílias em que a mãe desempenha o papel de pai. Há relações de pai e filho adotivos que são mais profundas do que laços biológicos. Há pais que são ausentes, embora estejam sempre em casa…

É claro que também temos os bons exemplos de pais, para falar a verdade, creio que essa ainda é a maioria. Sou pai de duas filhas e me esforço diariamente para estar sempre neste grupo! Ao longo destes anos de paternidade, me deparei com alguns pensamentos e lições que fizeram com que eu valorizasse ainda mais o papel de pai.

Uma passagem que me marcou muito, falava algo muito profundo, principalmente, para quem é pai de meninas. O texto dizia que: o pai é a primeira referência de homem para uma menina; portanto, seja um bom pai! Dê bons exemplos, carinho, amor e educação, pois quando chegar o momento em que ela começar a namorar ou casar, ela irá procurar nessa pessoa os mesmos valores que aprendeu e viu em você como pai! Nada mais verdadeiro, em minha opinião.

Outras lições importantes, foram obtidas no livro “O Papai é Pop”, de Marcos Piangers. Tive a oportunidade de ler o livro, ver a sua palestra, conhecê-lo pessoalmente e, principalmente, descobrir que na paternidade há erros e acertos. Embora a intenção seja positiva, nem sempre a gente acerta. Isso quer dizer que devemos tirar um pouco (ou muito) da pressão e da cobrança que fizemos a nós mesmos por não estarmos presentes tanto tempo quanto gostaríamos.

O interessante, é que muito do que se fala em termos de paternidade pode ser transferido para o papel do líder. Afinal de contas, muitos levam consigo os exemplos (bons e ruins) que foram dados por seus primeiros chefes e colegas de trabalho mais experientes.

Nossa personalidade profissional é moldada pelas coisas que encontramos nos primeiros anos da nossa carreira. Em outras palavras: seja para seus liderados o tipo de líder que você gostaria de encontrar. E mais, que sejamos bons líderes e que a gente forme novos e bons líderes, pois no futuro, nossos filhos serão liderados pelas pessoas que estamos formando hoje!

Que a paternidade seja sempre brilhante e fonte de inspiração para as nossas relações profissionais!

Feliz dia dos pais!

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