Há muito tempo que o nosso país vem passando por uma crise econômica que traz reflexos diretos para as atividades de Recursos Humanos nas empresas: demissões, corte de verba para treinamentos, clima organizacional ruim, etc.

Mas, acho que é, justamente nessas horas, que os profissionais de Recursos Humanos precisam chamar responsabilidades maiores para si. Pois, nesses momentos, podem e devem mostrar que sua atuação vai muito além do que costuma ser.

O RH precisa mostrar que representa muito mais do que aquela área da empresa que vai capitanear os cortes e desligamentos que se fazem necessários por conta das vendas terem diminuído, das margens terem caído, da competitividade ter sido afetada e dos resultados terem minguado.

Diante disso, devemos refletir sobre duas questões importantes:

  • Como tornar o RH mais estratégico para a gestão das empresas?
  • Onde está, de fato, o RH das empresas?

Longe de adotar a pretensão de quem tem a resposta certa para essas perguntas, arrisco a dizer que o posicionamento estratégico das áreas de RH, há muito, deixou de ser uma tendência para ser uma necessidade. Digo isso, porque é fundamental humanizar cada vez mais as relações profissionais.

A máxima de que “as pessoas são o elemento mais importante da organização” deve deixar de ser um discurso para se tornar uma prática, para que os gestores entendam que resultados sustentáveis somente são obtidos por meio de pessoas capacitadas e engajadas.

Mas, quem provoca esse engajamento? O RH das empresas!

E isso nos leva a tentar encontrar uma resposta para a segunda pergunta: onde está o RH das empresas? Penso que o RH (ou as áreas que exercem essa função) há muito tempo deixou de ser um departamento. Transcendeu e se espalhou por toda a organização. O RH está em cada área da empresa, em cada canto, em cada líder!

Esse pensamento segue uma linha de raciocínio que está relacionada a uma questão muito simples: não há como esperar que somente uma área específica da empresa cuide das pessoas. Não há como delegar toda responsabilidade por atração, retenção e desenvolvimento de pessoas para o RH das empresas. Com a crescente complexidade do mercado de trabalho e das relações organizacionais, é humanamente impossível esperar que somente uma área da empresa pense nas pessoas.

O RH deve estar em cada canto da empresa, personificado na figura de um líder dotado das competências que esse desafio dele exige. Isso significa que estamos vivenciando uma mudança na figura do líder, para que sua capacidade de liderar pessoas seja tão boa ou melhor que a sua capacidade de liderar máquinas ou processos.

O líder é o primeiro RH que cada colaborador deve ter acesso!

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