Em outro post deste blog, nós falamos sobre a importância de conhecer melhor a si mesmo. Usamos o exemplo de uma entrevista de emprego, para a qual a gente prepara um discurso, mas acaba invariavelmente patinando na resposta para uma pergunta muito simples: quais são os seus pontos fortes e seus pontos de melhoria?

A pergunta é simples, mas a resposta é difícil para muitos porque poucas são as pessoas que dedicam um tempo para pensar profundamente a respeito deste assunto.

Nos processos de Coaching que eu realizo, a análise dos pontos fortes e pontos de melhoria faz parte da fase do autoconhecimento. E tem um ponto que chama a minha atenção sempre que eu trabalho neste assunto: é comum as pessoas relatarem mais pontos de melhoria do que pontos fortes.

E quando eu pergunto o porquê, a resposta geralmente é a mesma: porque é assim que eu me vejo e é assim que as pessoas me veem.

Quando a gente começa a falar mais sobre o assunto, logo descobrimos que a existência de mais pontos de melhoria do que pontos fortes apenas reflete um hábito muito comum nos nossos relacionamentos pessoais e profissionais: as pessoas falam mais sobre pontos de melhoria do que características positivas.

Muitos costumam, inclusive, apontar somente os pontos de melhoria dos outros ao invés de suas características positivas. E esquecem de olhar para si mesmos.

Dessa forma, é inevitável que as pessoas enxerguem mais facilmente seus pontos de melhoria. É que nem aquele pequeno truque da mente: se você compra um carro vermelho, provavelmente irá reparar nos outros carros vermelhos do mesmo modelo que você encontrará nas ruas. Talvez você até exclame: “Todo mundo resolveu comprar um carro igual ao meu!”

Então, eu uso essas reflexões para chamar atenção do cliente sobre o quão rico é conhecer as suas características principais – sejam pontos fortes, sejam pontos de melhoria. Só assim que conseguimos gerenciar essas características no sentido de aproveitar bem o que temos de positivo e atuar nos pontos de melhoria.

Essa reflexão obedece ao princípio da Administração de que somente pode ser gerenciado aquilo que é medido. Ou seja, somente teremos condições de gerenciar algo que conhecemos.

O mesmo acontece com os nossos comportamentos e atitudes, pois somente conseguiremos observar e mudar os comportamentos e atitudes dos quais temos consciência e que já observamos.

Somente conhecendo (ou melhor, se autoconhecendo) é que conseguiremos definir o que precisamos melhorar, o que temos de melhor e que podemos aproveitar ainda mais.

E também tem outro ponto: esteja certo de que quem observa melhor a si mesmo também vai enxergar melhor o outro. É a empatia em prática.

Viu como vale a pena?

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