Estamos chegando ao final de mais um ano e, como de costume, a chegada dessa época faz com que me dedique a refletir sobre o ano que está encerrando; com o objetivo de agradecer por tudo o que se passou, aprender com o que aconteceu e declarar novos objetivos de vida para o ano que começa.

Acredito que quando a gente se propõe a refletir sobre a vida – e nesse caso me refiro a uma profunda reflexão mesmo – acabamos chegando à conclusão de que a vida não é uma jornada… Mas sim, uma grande sucessão de pequenas jornadas, que fazem com que o que chamamos de vida seja uma história com vários capítulos.

Talvez essa afirmação não faça sentido para muita gente, e eu entendo isso perfeitamente, pois até um tempo atrás, talvez esta afirmação não teria feito sentido para mim também.

Porém, eis que surge o dia em que a gente se surpreende ao descobrir que a nossa vida é uma sucessão de ciclos, que podem durar mais ou menos tempo, e que muitas vezes têm uma data para começar e terminar. Para muitos, algumas jornadas são bem longas, como o casamento, um emprego, relações de amizade e familiares. Para outros, a maioria das relações tem duração menor.

Trazendo esse contexto para a nossa vida profissional, é interessante notar o quanto acabamos sendo engolidos pela rotina diária. Uma rotina que nos dificulta ver em que ponto da jornada estamos ou, até mesmo, em que jornada estamos.

Estamos sempre às voltas com algum projeto:
  • A faculdade;
  • Um plano de negócio;
  • Viagens, etc.

E ficamos muito felizes quando concluímos esses projetos, sem nos darmos conta de que essas linhas de chegada representam, na realidade, o começo de uma nova corrida.

Muitas vezes não nos damos conta de que a linha de chegada é o ponto de partida para a próxima jornada!

Lembro que certa vez um amigo meu, que é Diretor Comercial de uma empresa, me disse que trabalhava essa forma de pensar com toda sua equipe. Pois, ao chegar ao último dia do mês (o fim da corrida), celebravam as metas batidas e os resultados alcançados, mas já se preparavam para a próxima corrida que começava no dia seguinte (o novo mês que surge!).

Essas corridas acontecem continuamente nas nossas vidas.

Às vezes, estamos participando de mais de uma corrida ao mesmo tempo, o que pode ser cruel, porque pode nos levar ao desgaste. Mas a questão é que, quanto mais atentos ficarmos para o fato de que o projeto concluído ou a tarefa entregue simbolizam o início da nova corrida, mais preparados estaremos para a jornada que começa. Mais sentido a jornada que se encerrou fará para a corrida que começará em breve.

Assim eu desejo que neste fim de ano, você também faça reflexões sobre a jornada que está encerrando, sobre os erros e acertos, conquistas e insucessos.

Lembre-se, principalmente, de agradecer, pois só o fato de poder fazer essas reflexões, já indica que você está bem e que pode desenhar um ano novo muito melhor.

E acima de tudo, lembre-se de que a mudança de ano representa bem mais do que o fim de um ciclo, mas sim o começo de alguns e a continuidade de outros. Neste momento, a nossa reflexão deve estar dirigida para sabermos que ciclos queremos começar e continuar.

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