É comum dizer que esperamos ansiosamente por aquele dia, em que a oportunidade finalmente bate à nossa porta.

E ela bate, mas muitas vezes, disfarçada de algo chamado “trabalho”! E esse disfarce, faz com que a gente não reconheça ou prefira ignorar o chamado que veio à porta.

Eis que surge um problema, pois muitas vezes a oportunidade que desejamos receber é aquela boa nova que cai no nosso colo, de forma que pouco ou nenhum esforço da nossa parte seja necessário. E aí esquecemos que as melhores oportunidades, as grandes chances, são aquelas que nos tiram da zona de conforto, que fazem com que tenhamos que nos dedicar muito para torná-la naquilo que desejamos.

Falando em outras palavras, as oportunidades aparecem!

Mas, é fundamental que tenhamos sabedoria para reconhecer o prêmio que está escondido, por trás de todo o trabalho e esforço que precisamos desempenhar para receber o que desejamos.

A relação entre oportunidade e trabalho é profunda e essencial para entendermos o que se faz necessário, para atuar no nosso desenvolvimento pessoal, profissional e social.

Oportunidade e trabalho se complementam, porque o trabalho transforma oportunidades em resultados, enquanto as oportunidades dão sentido, direção e propósito ao trabalho.

Por outro lado, às vezes desejamos que as oportunidades batam à nossa porta e, quando a abrimos, temos muito medo de atravessá-la. Isso acontece, pois idealizamos um estado futuro, uma situação ideal, mas não se tem ideia de toda a estrada que precisamos percorrer até chegar no estado que desejamos.

Temos também o medo de que as escolhas não tenham sido as certas e de sofrer uma recaída, uma enorme vontade de voltar atrás e começar tudo de novo.

Por isso, muitas vezes não sabemos o que fazer quando a porta se abrir.

O medo de aproveitar oportunidades é um fenômeno muito humano e multifacetado. Ele está ligado a fatores emocionais, psicológicos, culturais e até sociais, e frequentemente impede pessoas talentosas de alcançarem seu verdadeiro potencial.

Isso ocorre, porque toda oportunidade envolve mudança, e mudar exige sair da zona de conforto. Mesmo quando uma pessoa deseja melhorar, o novo representa incerteza – e o cérebro humano tende a buscar segurança. Assim, muitos preferem a estabilidade do que já conhecem, mesmo que isso signifique abrir mão de algo melhor.

No entanto, esquecemos também que, se tivermos vontade de voltar depois de atravessarmos a porta, isso é possível!

Basta não fecharmos a porta depois de passarmos por ela, para que a gente encontre a luz que mostrará o caminho da volta. Porém, o mais importante é a decisão de ter aberto a porta, tê-la atravessado e encarado os desafios que estão por trás dela.

Essa coragem representa mais de meio caminho andado!

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