Aconteceu comigo e já deve ter acontecido com você… Sabe aqueles diversos anúncios de livros que recebemos via e-mail ou na nossa time-line?

Recebo vários anúncios assim e, de vez em quando, dou uma espiada nos livros cujos temas me interessam. Foi assim que descobri o livro “Essencialismo”. E desde que ele chegou em minhas mãos, pouco tempo atrás, pude perceber o quanto as palavras contidas naquela obra são importantes e fazem sentido para mim.

O essencialismo é uma abordagem para identificar os valores e prioridades verdadeiras, aprendendo a dizer não para atividades supérfluas e concentrando tempo e energia no que realmente importa, com o objetivo de fazer menos, mas melhor, e ter mais resultados.

O britânico Greg McKeown é autor deste bestseller e, o que chamou ainda mais a minha atenção é que ele é anfitrião de um podcast muito popular, chamado What’s Essential. Além disso, ele também atua como consultor especializado em liderança e estratégia. E de certa forma, guardadas as devidas proporções, dá para dizer que temos algumas coisas em comum.

O livro fez muito sentido para mim, pois logo no início, o autor propõe algumas perguntas que me deixaram inquieto:

  • Quantas vezes respondemos sim a um pedido sem pensar direito, ou querendo dizer não?
  • Quantas vezes nos arrependemos de ter nos comprometido a fazer algumas coisas, sem entender por que aceitamos tal tarefa?
  • Quantas vezes dizemos sim só para agradar? Ou porque “sim” virou a resposta padrão ou esperada?
  • Acha que está sobrecarregado?
  • Já sentiu que só se dedica a atividades pouco importantes, que pouco agregam ao seu trabalho ou a sua vida?
  • Considera-se ocupado, mas não produtivo, como se estivesse sempre em movimento, mas sem chegar a lugar algum?

Na realidade, o que me deixou inquieto não foram as perguntas, mas sim as respostas que eu dei a elas depois de ter refletido sobre a minha própria vida.

Para o autor, o caminho do essencialismo rejeita a ideia de que se pode fazer tudo. Em vez disso, exige pesar bem as opções e tomar decisões difíceis. Em muitos casos, possibilita tomar decisões únicas que resolvem mil decisões futuras, e assim não se exaurir fazendo as mesmas perguntas várias vezes.

Ele defende a ideia de que, se não estabelecermos prioridades, alguém fará isso por nós

Significa dizer que temos que aprender a dizer não, o que é algo muito difícil para a maioria das pessoas, porque achamos que o “não” significa um fechar de portas definitivo para pessoas e oportunidades. No entanto, mais uma vez o autor ensina que dizer não significa trocar popularidade por respeito.

Ele ensina que quando dizemos não, pode haver um impacto de curto prazo no relacionamento, mas alerta que essa postura mostra que nosso tempo é valioso e distingue o amadorismo do profissionalismo.

O problema é que queremos dar nosso nível máximo de contribuição: saber fazer a coisa certa, do jeito certo, na hora certa.

Estamos despreparados porque, como nunca antes, a abundância das escolhas superou nosso poder de administrá-las e, assim, perdemos a capacidade de filtrar o que é importante e o que não é. Segundo os psicólogos, trata-se da fadiga decisória: quanto mais escolhas somos forçados a fazer, mais a qualidade delas se deteriora.

Diante disso, o autor lista algumas diretrizes que nos ensinam a dizer não:

  • Separe a decisão do relacionamento: só assim podemos tomar uma decisão clara e, então, encontrar coragem para transmiti-la;
  • Dizer não com elegância não significa usar a palavra “não”: escolher a palavra “não” é diferente de dizer “não”. Há várias maneiras de recusar solicitações com clareza e boa educação sem usar a palavra não;
  • Concentre-se no que terá que perder: quanto mais pensamos em algo de que abrimos mão ao dizer sim a alguém, mais fácil é dizer não. Se não tivermos uma noção clara do custo do que perdemos quando dizemos sim, torna-se fácil cair na armadilha de dizer sim para tudo;
  • Todos estão vendendo alguma coisa: as pessoas querem algo precioso de você: seu tempo.

A abordagem essencialista prioriza o que é importante, investindo tempo e recursos nessas áreas.

A ideia central não é fazer mais coisas, mas sim fazer coisas que tenham mais impacto, com menos esforço, para assim focarmos em atividades que tragam mais significado e resultados. Ser essencialista exige conscientização e a capacidade de escolher para onde direcionar seu tempo e atenção, o que pode ir contra as expectativas sociais, mas vai fazer com que você vá ao encontro do que mais importa: você mesmo!

FICHA CATALOGRÁFICA:McKEOWN, Greg. Essencialismo: a busca disciplinada por menos. Rio de Janeiro: Sextante, 2015.

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