Por definição, a excelência é a característica de algo que tem qualidade muito superior às outras coisas. Porém, essa palavra tem sido usada de forma muito coloquial nas empresas. Todos garantem que entregam um desempenho de excelência ou um produto/serviço de excelência. Mas, a pergunta é:
Somos excelentes aos olhos de quem queremos ser?
Se a resposta for “aos nossos próprios olhos”, há que se ter cuidado, pois essa afirmação pode beirar a arrogância de quem acha que a sua própria avaliação, sobre a qualidade do que entrega é suficiente ou melhor daquilo que o mercado nos diz.
Se a resposta à pergunta é que somos excelentes “aos olhos do cliente”, diria que estamos no caminho correto. Mesmo assim, também há que se ter cuidado, porque a verdade é que o cliente pode, verdadeiramente, afirmar se nosso desempenho é excelente ou não. No entanto, as respostas dos clientes podem ser variadas, e é muito comum encontrar percepções bem distintas a respeito da suposta excelência de um produto ou serviço que entregamos.
Ao refletir sobre isso, cheguei a uma conclusão:
É mais seguro partir do princípio que a excelência plena não existe, pois o que é excelente hoje, será o trivial de amanhã.
O que você entrega hoje com características superiores aos demais, será fácil e rapidamente equiparado pela concorrência. Então, nivele a qualidade sempre por cima e assuma que o cliente que tem razão é aquele que lhe faz críticas construtivas. Afinal, essa é a pessoa que impedirá que você ou sua empresa permaneçam indefinidamente na zona de conforto da excelência.
O mesmo serve para nossa carreira: saiba receber os feedbacks que ajudam a trabalhar os pontos de melhoria que inibem o seu desenvolvimento. Pois assim, seu desempenho irá se tornar excelente aos olhos de seus colegas, sua equipe e seus gestores.
Excelência plena não existe, porque não há garantia eterna de um desempenho de excelência para um produto. Podemos ser melhores que a concorrência e até sermos reconhecidos por isso, mas o conceito de excelência é tão volátil que chega a ser perigoso afirmar que “nossos produtos e serviços são de excelência”. Pois, basta um pequeno desvio de conformidade, para fazer com que tudo o que afirmamos e acreditamos caia por terra.
Excelência, então, passa a ser uma busca constante. O que é bom hoje não será suficiente amanhã.
Excelência é um estado futuro a ser perseguido constantemente, mas nunca alcançado. A busca pela excelência é o coração do que chamamos de melhoria contínua.
Então, não fique na excelência. Ela é zona de conforto. Seja inconformado.
Esteja ciente de que o seu desempenho e o desempenho da sua empresa podem e devem ser melhores. Agindo assim, você será reconhecido por ser alguém que busca a excelência, para que os resultados de amanhã sejam melhores do que hoje!

